Realização de dinâmica de seleção com a estagiária de psicologia e a jovem aprendiz. Aproximadamente 25 candidatos na sala.
Depois das atividades, o encerramento. Simples, aparentemente.
Fala a psicóloga (a estagiária e a aprendiz observavam um pouco mais atrás):
- Para encerrarmos, gostaria que vocês falassem uma palavra, somente uma palavra (ênfase!), a respeito da sensação de vocês nesse momento. Pode ser um sentimento, uma expectativa, um plano (dando exemplo, pra não ficar difícil!!!)... Vamos começar por você!
- Qualquer palavra? - diz o candidato.
- É! - responde.
- Cebola.
- Como é? - sem realmente ter ouvido!
- Cebola
- Oi? - começando a se desesperar.
- Cebola.
- Ok. Próximo, por favor.
A estagiária fez de conta que não era com ela, a jovem aprendiz fez uns olhos de surpresa que pareciam MUITO com aqueles olhos do gato do Schrek!
Sensação de uma lágrima escorrendo, segurando pra não explodir em gargalhadas.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Era melhor.
Seeeempre ela!
Da Martha Medeiros...
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria à minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo.
Não era amor, era melhor...
Da Martha Medeiros...
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria à minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo.
Não era amor, era melhor...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
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